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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Silêncio dos pobres
Fome
Silêncio dos nobres
Prepotência
Silêncio dos imortais
Eternidade
Silêncio dos imorais
Fraqueza
Silêncio dos trabalhadores
Cansaço
Silêncio dos caçadores
Emoção
Silêncio dos incapazes
Humildade
Silêncio dos rapazes
Sexo
Silêncio no olhar
Verdade
Silêncio ao duvidar
Mentira
Silêncio sem nexo
Escuridão
Silêncio no sexo
Tesão
Silêncio e calma
Experiência
Silêncio da alma
Amor
Otavio Augusto

"Nunca subestime o valor do silêncio. Desconcerta a fanforrice e deturpa o discernimento" Otavius Augusto, 1º Imperador de Roma

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Tratado do Silencio a Dois

Sempre que estamos juntos assim, trancados em um quarto, por um tempo que ja nao sabemos quanto, luz e escuridao, ate que escutamos apenas uma batida de coracao e a minha inspiracao è a sua expiracao, nenhum mínimo soar de vento capaz de chegar aos nossos ouvidos, silencio pleno, como único meio para conhecermos e tornarmos um.
O silencio prolongado - a mirada dos seus olhos, sao meus companheiros, me alimentam. Olhar, fechar, tocar. Estamos em hipnose, em nausea, e nao queremos mais sair e nao sabemos mais se seremos capazes de sair. Ecstasy, e o tempo ja nao passa mais.
O silencio é cada vez mais longo e a palavra cada vez mais dispensável. Saberás que me ama, como eu, quando nada mais que a minha presenca te seja necessária.
A parede branca nos fornece inspiracao. O ar puro e a água transparente. Nada mais claro e compreensível que a energia de nosso silencio, nos explica o quanto somos um.
Nossas peles lisas e brancas, tocam-se. Nao há frio, nem calor. Nosos lábios macios sentem nossos brancos dentes. O silencio...o silencio...o silencio, desvendou nosso destino, e nos diz, sem refutar: nada mais há para ser feito, para que alcanzemos alegria maior que nosso momento, nosso silencio. Morremos.